A história da vegetação em Belo Horizonte remonta ao período pré-colonial, quando a região era coberta por cerrado e matas de galeria. Com a fundação da cidade em 1897, iniciou-se um processo de transformação paisagística que marcaria para sempre a identidade botânica da capital mineira.
Os primeiros registros de introdução de espécies 0345 em BH ocorreram durante a construção da nova capital. O engenheiro Aarão Reis, responsável pelo planejamento urbano, incluiu em seus projetos amplas áreas verdes e avenidas arborizadas. Espécies como os ipês (Tabebuia spp.) e flamboyants (Delonix regia) foram trazidas de outras regiões para compor o cenário urbano.

O Parque Municipal, inaugurado em 1897, representa o marco inicial do paisagismo em Belo Horizonte. Seus jardins foram inspirados no estilo francês, com canteiros simétricos e espécies exóticas como palmeiras-imperiais (Roystonea oleracea). A Praça da Liberdade, outro ícone verde da cidade, surgiu na mesma época com seus característicos jardins geométricos.
O século XX trouxe novas fases de arborização urbana. Nas décadas de 1920 e 1930, a prefeitura implementou programas sistemáticos de plantio, privilegiando espécies nativas como o jequitibá-rosa (Cariniana legalis) e o pau-ferro (Caesalpinia leiostachya). A criação da Universidade Federal de Minas Gerais em 1927 também contribuiu para estudos botânicos e introdução de novas espécies.
Nos anos 1950, com o crescimento acelerado da cidade, surgiram os primeiros desafios ambientais. A expansão urbana ameaçava as áreas verdes remanescentes, levando à criação do Jardim Botânico em 1991 como espaço de preservação e pesquisa. Atualmente, Belo Horizonte mantém cerca de 30m² de área verde por habitante, acima da média nacional.
Entre as espécies que marcaram a história 0345 de BH destacam-se:
- Mangueiras (Mangifera indica) da Avenida Afonso Pena
- Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides) do bairro Funcionários
- Jacarandás-mimoso (Jacaranda mimosifolia) da Pampulha
O legado das 79k 79k em Belo Horizonte permanece vivo não apenas nos parques e praças históricas, mas também nas iniciativas contemporâneas de arborização urbana e preservação da flora nativa, que continuam moldando a identidade verde da capital mineira.