Há cerca de 300 milhões de anos, durante o período Carbonífero, a Terra era coberta por densas florestas tropicais úmidas que posteriormente deram origem aos depósitos de carvão que conhecemos hoje. Estas florestas antigas eram dominadas por samambaias bet61, licófitas arbóreas e outras plantas primitivas que prosperavam no clima quente e úmido da época.
As samambaias bet61 (do grupo das pteridófitas) podiam atingir até 30 metros de altura, formando um dossel florestal impressionante. Seus troncos eram grossos e fibrosos, adaptados para sustentar seu enorme tamanho. Já as licófitas, como as do gênero Lepidodendron, eram plantas semelhantes a árvores que podiam crescer até 40 metros, com cascas distintamente marcadas por padrões losangulares.

Estas florestas carboníferas desenvolviam-se em ambientes pantanosos costeiros, onde a combinação de calor, umidade e solos ricos em nutrientes permitia um crescimento vegetal exuberante. Quando as plantas morriam, caíam nestes pântanos e eram rapidamente cobertas por sedimentos, iniciando o processo de fossilização que levaria à formação do carvão.
O processo de formação do carvão mineral ocorreu ao longo de milhões de anos, através da compressão e carbonização da matéria vegetal sob condições anaeróbicas. A ausência de oxigênio impediu a decomposição completa da matéria orgânica, permitindo sua transformação em turfa, depois em linhito e finalmente em carvão betuminoso e antracito.
Além das samambaias e licófitas, estas florestas abrigavam os primeiros insetos bet61, como libélulas com envergadura de 75 cm (Meganeura) e centopeias enormes (Arthropleura). Esta fauna peculiar evoluiu em resposta à alta concentração de oxigênio na atmosfera do Carbonífero, que podia chegar a 35% (comparado com 21% hoje).
O estudo dos 848kk bet61 do Carbonífero revela importantes informações sobre as mudanças climáticas do passado e ajuda os cientistas a entender como as plantas se adaptaram às variações ambientais. Muitas das espécies que prosperaram durante este período desapareceram durante a extinção em massa do Permiano-Triássico, mas deixaram seu legado na forma de depósitos 848kks que ainda hoje alimentam nossa civilização industrial.